Isa Maiolino Blog

Décor: quarto de bebê rosa e azul

Antes de falar das coisas bonitas que estão no quarto da minha filha, eu vou falar das coisas bonitas e nem tão bonitas que sempre estiveram dentro de mim, a respeito de maternidade.

Nunca sonhei em ser mãe. Nunca. Sabe aquela cena do livro Comer, Rezar, Amar, que a protagonista diz que a malinha dela, guardada embaixo da cama, era uma malinha de viagem e não uma malinha de roupas de crianças (ou algo dessse tipo)? Então, a minha malinha era de viagem. Conheci boa parte do mundo com meu marido e nunca senti falta de um bebê para chamar de meu – até que um dia, cedi ao pedido chato e insistente da sociedade. Sim, TODO mundo me perguntava quando eu ia ter um filho. Daí, um dia, decidi atender a este pedido racionalmente – eu não queria, mas sentia um alívio de decidir o que (quase) todo mundo decide um dia – e me sentia leve de andar junto com a boiada, sabe? Decidi seguir o fluxo. Na dúvida, melhor fazer o que todo mundo faz, pensei. Eu sei, é algo triste de se pensar, mas era algo que trazia paz pra mim.

Com esta decisão veio a necessidade: terapia. Um mês de divã e tchanananaaan estava grávida! Foi a pior sensação da minha vida. Me sentia dentro de um avião que estava prestes a cair. Me senti horrível, com medo, com culpa e pensando, por que fiquei grávida tão cedo, por quê? Não estava preparada. Depois de algumas semanas, descobri que o embrião não havia se desenvolvido. Curetagem. Quase morri de medo. E de frustração.

Fiquei um ano sem pensar em filhos.

Voltei a tentar e demorei 8 meses para engravidar. Veio o teste positivo. UAU. O dia mais feliz dos últimos tempos, porque afinal, tinha mudado de ideia. Era tudo o que queria. Realmente tinha decidido que ser mãe era algo que fazia sentido para mim. Até que… o embrião não se desenvolveu. De novo. Sentimento de tristeza profunda, medo de não conseguir ser mãe um dia, culpa de ter jogado para o universo todo aquele discurso “não quero ser mãe” e ele estar me castigando.

Mais terapia. Oração. Muita oração (conto aqui sobre minha vó, que minutos antes de morrer disse: eu não posso morrer, e agora, quem vai orar para a Isabella engravidar?)

Demorou um ano e meio e até que enfim, veio o terceiro positivo da minha vida. E com ele veio a certeza de que estava preparada para ser mãe. Vingou. Ufa.

No fim, depois e tanto perrengue físico e emocional, eu engravidei e tive uma gravidez maravilhosa, um parto tranquilo (apesar dela ter batido na porta um mês antes) e estou tendo um pós parto digno de quem fez 4 anos de terapia. Tive um preparo enraizado.

Já vi de tudo. Já vi gente engravidar e deprimir porque engravidou. Já vi gente que o sonho da vida era ser mãe e logo depois do parto, surtou geral. O que aprendi a respeito da maternidade é que não existem regras. Se você tem certeza que não quer ser mãe, você tem o meu respeito. Amo pessoas que carregam certezas. Eu não queria ser mãe mas tinha certeza que não queria não ser mãe. Fugi muitos anos desta responsabilidade de decidir. Decidir qual-quer coisa é algo muito pesado. Imagine decidir ter um filho.

O que aprendi com tudo isso é que nem toda mulher tem visão romântica sobre a maternidade, nem toda mulher nasceu para ser mãe e existe vida plena e feliz para todas as mulheres do mundo – mães ou não. A felicidade tem mais a ver em ser fiel a si mesma do que em atender uma demanda da sociedade.

Escrevi este post com a mão direita enquanto a mão esquerda fazia minha pequena de quatro quilos e meio dormir. Nunca mais fui solo, nunca mais saí de casa em paz, porque sempre que saio, uma parte de mim fica. Sinto saudade da leveza e ausência de pressa que costumava andar na rua. Mas nunca estive tão alinhada comigo mesma em toda a minha vida. Ser mãe é se deparar com o inesperado e com a ambivalência o tempo todo. E se deparar com uma paixão infinita que cresce a cada sorriso banguelo das manhãs.

Cada um tem uma história para contar a respeito da maternidade. Eu conto a minha porque nunca vi alguém com tanto medo e indecisão de virar mãe quanto eu. E toda vez que conto essa história para alguém, sinto um alívio dentro de mim de ter seguido este caminho que me traz muita alegria, paz, medo, alívio, cansaço e satisfação para este coração que tanto bateu em compassos acelerados por um assunto tão delicado como este. E hoje celebro meu primeiro post do ano, aqui neste blog, como mãe da Sofia – um pequeno anjo que Deus insistiu em me enviar de presente.

Abaixo dou os créditos dos objetos e móveis do quarto da Sofia, que antes, era o quarto de hóspedes e era assim.

Penteadeira dos meus sonhos, que ganhei de presente do tio Celso, amigão do meu pai que faz os móveis mais incríveis de Campo Grande. Eu peguei um modelo na internet e escolhi a cor de cada gaveta com muuuuito cuidado e amor. A mesinha é da Desmobília, a poltrona da Ameise Design, a almofada de coração é da Zara Home, os coelhinhos da Collector

O espelho ganhei da minha sogra e o kit de água e algodão ganhei da minha mãe: os dois foram comprados em Campo Grande, na loja Ma Cherie

O berço foi da minha afilhada (sim, ela já tem 13 anos) e foi pintado pelo tio Celso, no tom de uma das gavetas do meu trocador mara. O conjunto de berço foi presente da minha sogra, também da Ma Cherie

Mimo de viagem :-)

Este móbile é a alegria da casa! A Sofia fica muuuuuito tempo olhando e brincando, uma fofura. Ela ganhou do meu tio querido Nerone, ele comprou na loja Best Baby

Esta almofada a coisa mais linda e delicada do mundo, a Sofia ganhou das minhas amigas queridas da aula de dança. Muito amor por ela

Essa bonequinha minha mãe achou a cara da Sofia (no caso, ela comprou antes da Sofia nascer rs.)

Um carrossel (esquerda) eu trouxe de Veneza e o outro, ganhei da Nilza, amiga da minha sogra :-) O perfume de ambiente foi do meu chá de bebê, que foi feito pela Má, amigona da Gift Chic

Eu morro de amor por esta penteadeira que ganhei da minha mãe, também da loja Ma Cherie

Esta é a nossa Mary Poppins que fica pendurada no cantinho do quarto, para quando a coisa pega :-) Eu comprei em um aeroporto na Colômbia

Este lixo é da Utilplast

Essa foi a lembrancinha de maternidade da Sofia. Quem fez foi minha amigona linda e talentosa, Má Furtado, que tem a Gift Chic, a loja de lembrancinhas mais bacanuda de São Paulo

Abaixo você vai ver algumas fotos do ensaio que fiz quando a Sofia fez 3 meses. Foi clicado pela querida Benvinda Franco, fotógrafa de new born e gravidinhas :-)

 

 

 

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